Um melhoramento do nosso anterior PowerPoint. Será este que vai ser utilizado na nossa apresentação oral.
PowerPoint
O nosso PowerPoint sobre a informação falada no blogue ao longo do tempo:
Perspectivas futuras no cinema e efeitos especiais
Já nos últimos anos, a indústria do Cinema tem vindo a revelar várias tecnologias inovadoras com o objectivo de melhorar a experiência e aumentar a imersividade do telespectador.
Cinemas IMAX, 3D e “Grey Screen”
IMAX
IMAX é um acrónimo para Image MAXimum, e o seu nome explicita exactamente o que a tecnologia ao certo é: Um formato de fita de filme muito grande. Bastante maior do que o formato considerado “normal”.
Comparação entre o formato “normal” de 35 mm (milímetros) e o formato IMAX de 70 mm.
Com o formato IMAX, onde antes era visto o normal 24 frames por segundo, agora é possível ver filmes em 48 frames por segundo. Mas as salas de cinema não viram só melhorias nas qualidades de imagem. Com tecnologia que envolve o uso de várias colunas especificamente colocadas á volta da sala (surround sound) e de muitas outras técnicas complexas de design e composição de som, o som do filme no formato IMAX é ouvido e sentido como nunca antes tinha sido possível.
3D
Se olharmos para um determinado objecto perto de nós e taparmos um dos nossos olhos, ficamos com a sensação de que o objecto se mexeu para a direita (se taparmos o olho direito) ou para a esquerda (se taparmos o olho esquerdo). Isto é porque cada um dos nossos olhos tem uma diferente perspectiva do mundo. O nosso cérebro é que, habituado a estas descrepâncias milimétricas, funde as duas imagens e permite-nos ver a três dimensões. Este fenómeno é chamado de visão estereoscópica.
A tecnologia de cinema a três dimensões, ultimamente muito usada e falada, trabalha precisamente com esta característica da visão humana. Com o uso duma câmera com duas lentes, separadas pela mesma distância milimétrica a que os nossos olhos estão um do outro, obtêm-se duas filmagens distintas uma da outra. Depois, num sistema de projeção IMAX 3D, o projector da esquerda, emite a filmagem feita na lente esquerda, e o projector da direita a filmagem feita na lente direita. No entanto, o projector da esquerda emite a sua luz polarisada num plano vertical, enquanto que o projector da direita emite a sua luz polarisada num plano horizontal.
Quando estamos a usar os óculos 3D, a lente da esquerda apenas permite ver a imagem da esquerda (vertical), e a lente da direita apenas a imagem da direita (horizontal). A separação de vermos duas imagens distinas em cada olho cria a sensação de profundidade e distância que vemos no nosso mundo real, fazendo assim com que a tecnologia 3D crie uma mais imersiva sessão de cinema.
Nota: Os lados das polarisações podem mudar de acordo com a pesquisa feita nesta tecnologia. Algumas fontes indicaram exemplos como foi descrito acima, e outras exemplos com o plano horizontal do lado esquerdo e o vertical do lado direito.
Perspectivas futuras no cinema e efeitos especiais
Quais são então as perspectivas futuras na área em que se focou o blogue?
“Grey” Screen
Já são usados em alguns estúdios os Grey Screen e não os famosos Green ou Blue Screen. Este sistema avançado e recente usa um pano cinzento que é feito de milhares de pequenas, quase invisíveis ao olho nu, esferas de vidro. Depois, um anel de luz LED verde é colocado nas lentes da câmera, que foca a luz no pano. Este reflete a luz de volta às lentes, o que instantaneamente produz uma luz verde muito brilhante na câmera, necessitando-se assim de muito menos métodos de iluminação do que os normais green e blue screen.
O resto do processo é bastante semelhante ao do green screen, no que toca à substituição da reflexão intensa de luz verde por ambientes virtuais.
Impressoras 3D
Apesar de parecer um bocado estranho, impressoras 3D já foram utilizadas no mundo do Cinema, em filmes como Jurassic World: The Lost World, Iron Man 2 e Avengers: Age of Ultron para criar utensílios como o fato de Iron Man. Este processo não só poupa tempo e dinheiro, pois evita que se gastem semanas a criarem-se moldes para os objectos pretendidos, como possibilita também aos designers produzirem peças extra para os fatos ao simplesmente imprimirem-nas.
Realidade Virtual e Cinema 4D
Já é uma ideia relativamente comum, a de ultrapassar o 3D e entrar mesmo nas quatro dimensões cinematográficas onde o telespectador hipoteticamente poderia interagir a tempo real com o ambiente que o rodeia e até mesmo com a história ao entrar num ambiente completamente virtual com tecnologias como o Oculus Rift. Seria também possível assistir a filmes vistos de perspectivas diferentes, por exemplo o ponto de vista de uma certa personagem.
Um dos grandes objectivos presentes na indústria dos efeitos visuais é a criação de duplos humanos feitos digitalmente, isto é, a possibilidade de criar em computador personagens humanas, com expressões e emoções humanas e inseri-las em filme, junto a actores reais em tempo real usando a mesma tecnologia usada em Avatar, onde se filma a ação numa câmera que permite visualizar o ambiente virtual.
“Nunca vamos estar totalmente imersos enquanto estivermos a olhar para um quadrado, quer seja uma tela de uma sala de cinema, quer seja um ecrã de computador. Temos de nos livrar disso e pôr o jogador dentro da experiência, para onde quer que olhes, estás rodeado por um espaço a três dimensões. Isso é o futuro.” – Steven Spielberg.
Referências:
http://www.virtualstudio.tv/blog/post/14-what-is-chroma-keying-and-how-do-green-screens-work
http://www.physics.org/article-questions.asp?id=56
https://en.wikipedia.org/wiki/IMAX
http://www.hookedupinstalls.com/the-future-of-movie-special-effects/
http://thecreatorsproject.vice.com/blog/10-expert-opinions-on-the-future-of-film
http://blog.leapmotion.com/storytelling-4th-dimension-whats-future-vr-cinema/
Chroma Key (Green/Blue Screen) e Motion Capture
Chroma Key (Green/Blue Screen)
Chroma Key é uma técnica, já antes falada no blogue, onde se combinam duas imagens no computador (frames), mas substitui-se uma cor (ou um grupo de cores) duma dessas frames pelas cores (ou grupo) da outra frame. Isto é juntam-se duas frames e apenas é retirada de uma delas uma específica cor.
O Green Screen, é um exemplo disto mesmo, onde se coloca os personagens numa frame com um fundo verde atrás, e depois se mistura a outra frame, com um fundo desejado. Depois a cor verde é retirada digitalmente da frame inicial e “fundem-se” as duas imagens numa só.
Por vezes, a cor verde não resulta bem para o efeito, por exemplo pelos fatos das personagens serem de cor verde, e assim, mais tarde, na pós-produção irão ser confundidos com o fundo verde. Nestas ocasiões usa-se o Blue Screen (antecessor do Green Screen). Exemplo disto é o filme “Homem-Aranha”:
Neste filme, devido ao fato do vilão Green Goblin ser da cor do Green Screen, usou-se Blue Screen para as cenas com esta personagem.
Ao contrário do que acontece com Green Goblin, o fato de Spider-Man é vermelho e azul, e devido à cor azul, foi usado o Green Screen nas cenas onde o herói aparecia.
Motion Capture
Motion Capture (ou Mo-cap) é o processo onde se grava o movimento, tanto a postura como a localização, de objectos ou pessoas.
Primeiramente, esta técnica era apenas usada em estúdio onde os actores dentro dos fatos com os sensores de movimento, estavam sozinhos, apenas rodeados de luzes e câmeras espcializadas neste tipo de filmagem. Foram filmes como “Lord of the Rings” e “Avatar” (como já antes referido no blogue), que revolucionaram completamente esta tecnologia ao introduzirem actores que representavam personagem feitas em computador (Gollum), que interagiam em tempo real com os outros actores, no caso de Senhor dos Anéis, e no caso de Avatar, a “performance capture”, onde as expressões faciais e movimentos de lábios foram filmados ao pormenor e mostrados num mundo inteiramente criado em computador.
Esta imagem é retirada do filme “The Hobbit”, um filme mais recente do que “Lord of the Rings”, mas passado no mesmo mundo, daí a tecnologia nesta altura ser mais avançada. Pois quando Lord of the Rings foi lançado, a personagem feita a computador não era tão pormenorizada como acima mostrado.

Exemplo retirado do filme “Avatar”, que mostra o pormenor nas faces dos actores transferido para as personagens criadas digitalmente.
Mas como é que este processo complexo funciona?
Os sistemas que usam câmeras que gravam o movimento, são chamados sistemas ópticos. Estes sistemas detectam pequenos marcadores de posição, processam a informação recebida e montam uma aproximação muito realista do movimento do actor. Sistemas activos usam marcadores luminosos ou que piscam, enquanto que os sistemas passivos usam objectos inertes, como bolas brancas ou pequenos pontos de tinta, como é ilustrado no exemplo acima de Avatar. Estes últimos são frequentemente usados para capturar expressões faciais. Existem também sistemas que não necessitam de marcadores, e usam no seu lugar algoritmos criados num software capaz de inserir gráficos feitos em computador nas filmagens feitas ao vivo. Assim que capturado, o movimento é então transferido para um esqueleto virtual da personagem animada.
Um exemplo do referido é um pequeno vídeo do filme “Dawn of the Planet of the Apes”:
Referências:
http://filmmakeriq.com/lessons/5-elements-of-a-great-chromakey/
https://www.techopedia.com/definition/476/chroma-key
http://www.engadget.com/2014/07/14/motion-capture-explainer/
Animação
Apesar do tema do nosso grupo não ser especificamente animação, vamos dar uma pequena noção de como os sistemas computacionais participam nesta área do cinema. Para exemplo disto, foi escolhido em particular o exemplo do filme “Brave”.
O cabelo da personagem principal deste filme, a princesa Merida, foi feito duma forma nunca antes vista devido à sua complexidade. Foram digitalmente e individualmente esculpidos mais de 1500 fios ruivos encaracolados, que geraram no total, 111 700 cabelos para a personagem.
Para que isto fosse possível, foi criado um programa de simulação de movimento, pois nunca antes tinha sido pedido tanto pormenor numa específica área do corpo duma personagem. Os programas de simulação anteriormente usados pela Pixar eram demasiado simples para a criação do cabelo de Merida porque: o cabelo desta necessitava de muito mais cálculos em termos de colisão cabelo com cabelo (soft body colisions), do que algum outro filme da Pixar já tinha necessitado, e porque os caracóis em si eram um grande desafio do ponto de vista da simulação de movimento.
A equipa de simulação demorou três anos para obter os resultados pretendidos. Para fazer o trabalho no resto do filme inteiro, a equipa demorou apenas 6 meses, o que é bastante fora do comum.

Referências:
Filmes marcantes na utilização de efeitos visuais
“Tron“, de 1982 – Contém quase 15 minutos de imagens 3D feitas em computador.
“Young Sherlock Holmes“, de 1985 – Primeira personagem criada em computador aparece durante apenas alguns segundos. A equipa a cargo dos efeitos visuais demorou 6 meses para conseguir este feito.
“The Abyss“, de 1989 – Primeiros efeitos realisticos de água feitos em computador.
“Terminator 2: Judgement Day“, de 1991 – Foi um marco na história dos efeitos visuais, porque ao contrário do verificado em “Young Sherlock Holmes”, o realismo das personagens geradas em computador é ainda hoje considerado muito grande. Foi também a primeira vez que os efeitos especiais foram gerados em PC e não como aconteceu nos exemplos anteriores, onde foram feitos em super computadores.

“Jurassic Park“, de 1993 – Apesar de maior parte dos dinossauros serem bonecos gigantes mecânicos (o que por si só é um grande feito para a altura), Jurassic Park trouxe efeitos visuais incríveis para a sua época e é ainda hoje considerado um clássico na história do cinema e dos efeitos visuais.
“Toy Story“, de 1995 – Este eterno clássico de animação foi o primeiro filme inteiramente feito em computador.
“The Perfect Storm“, de 2000 – A construção de fluídos (no caso, água) em computador, foi a base em que muitos filmes que vemos hoje, se inspiraram para fazer os efeitos não só de água, mas também de gases e chamas.
“O Senhor dos Aneis“, de 2001 a 2003 – Para além da evolução de efeitos de água, fogo, animação e movimentos de câmara digital vista nos fantásticos filmes de Peter Jackson, a grande contribuição de Senhor dos Aneis foi o primeiro uso de inteligência virtual para as cenas com grandes exércitos feitos em computador. Usando um programa específicamente criado para o pretendido, a equipa de efeitos visuais, criava enormes grupos de personagens feitas digitalmente, e cada uma destas era caracterizada aleatoriamente (o seu peso, tamanho, sujidade, roupa e até mesmo personalidade). Cada personagem tinha também uma variedade de acções que podia concretizar, isto é, foram criadas milhares de acções possíveis , e depois eram atribuídas às personagens, mais uma vez aleatoriamente, as que estas podiam realizar. Tudo isto era processado no “cérebro digital” da personagem, e assim ela comportava-se calculando uma entre várias possibilidades de agir. O resultado final era uma “escolha” de se comportar de uma certa maneira, diferente de todas as outras animações presentes, criando assim exércitos onde todos os personagens teriam uma animação única.
“Final Fantasy: The Spirits Within“, de 2001 – Apesar de “Senhor dos Aneis” ter ficado conhecido como o primeiro filme que usou Motion Capture para a criação da personagem Gollum, foi em The Spirits Within, que esta tecnologia apareceu pela primeira vez.

“The Matrix Reloaded” e “The Matrix Revolutions“, ambos de 2003 – Melhoraram significativamente a tecnologia de Motion Capture, com pormenores super realisticos acrescentados às mãos e cara das personagens.
“Sky Captain and the World of Tomorrow“, de 2004 – Primeiro filme a usar o cenário (fundo) inteiramente criado em computador (CGI). Apesar de não ter sido um sucesso de bilheteira, o set de green e blue screen são hoje utilizados praticamente em todos os filmes que recorrem ao uso extensivo de efeitos especiais, como “300” ou “The Hobbit”.
“Avatar“, de 2009 – Após 12 anos de espera pela tecnologia apropriada, o enorme sucesso de bilheteira e espectacular filme de James Cameron junta toda a tecnologia, previamente referida em Avatar. Cameron não se limitou a usar tecnologias já disponíveis, inventou também as suas. Para além de filmar os actores nos fatos onde os seus movimentos seriam transpostos para um computador, e depois usados no corpo de uma personagem feita digitalmente (Motion Capture), o realizador colocou uma pequena câmara directamente á frente da cara dos actores. Estes teriam sensores por toda a face nos locais onde as micro-expressões faciais eram mais salientes. Tudo para lhe ser possível assistir à performance da cara computadorizada do actor. Isto é, Cameron, com esta técnica, podia ver a personagem computadorizada e os seus movimentos faciais no momento em que os actores estavam a ser gravados, não tendo assim de esperar pelo processo de animação digital para ver o resultado final. Também foi usada pela primeira vez no set de Avatar, uma câmara que mostrava ao camera man, através de um monitor, o que ele estaria a filmar, dentro do mundo digital. Isto servia para o camera man ter noção de qual seria o melhor ângulo e posição para filmar o mundo computadorizado.
“Gravity“, de 2013 – Os realizadores de Gravidade fizeram quase o inverso de James Cameron em Avatar, em vês de levarem os actores ao set, levaram o set aos actores. Isto é, o filme Gravidade, antes de sequer ter os seus actores contratados, já tinha sido “realizado” várias vezes em computador. Quando foram escolhidos os actores, estes apenas se limitaram a ser filmados dentro de uma espécie de cápsula que simulava o ambiente sem gravidade do espaço. Para além desta peculiar maneira de filmar, Gravidade mostrou efeitos no que toca à luminosidade, nunca antes visto em filme. Para que ilustrassem a luz digital o mais próximo possível da luz real, os realizadores calcularam exactamente como esta seria no espaço, no local onde os personagens se situavam.
Evolução dos efeitos especiais (vídeo)
O seguinte vídeo ilustra brilhantemente a evolução dos efeitos especiais no Cinema em apenas 3 minutos:
Avanços na tecnologia dos efeitos especiais
Os efeitos especiais no Cinema ajudam a criar o fantástico, as coisas que simplesmente não existem no Mundo real. Desde os primórdios do cinema, que os realizadores recorrem aos efeitos visuais para criarem todo o tipo de situações e cenários “impossíveis”.
Começando em 1898, no filme “Quatro cabeças são melhores que uma”, o pai dos efeitos especiais, Georges Méliès, usa pedaços de vidro pintados de preto para tapar as secções da fita onde as cabeças estão posicionadas na mesa . Este vidro preto impedia que estas secções fossem vistas. De seguida, Méliès rodava de novo o filme e desta vez tapava tudo menos as secções anteriormente tapadas. Desta dupla exposição resultava o pretendido, a ilusão, tal como se de magia tratasse:
Outro exemplo do uso desta técnica é “The Great Train Robbery”, de Edwin S. Porter:
Mais tarde, outras técnicas para criar realidades falsas foram exploradas. A “glass shot” é uma técnica de filmagem onde é colocado um vidro (glass) com pinturas, entre a câmara e a acção filmada. Esta técnica, elaborada por Norman Dawn, era frequentemente usada para aumentar os sets, isto é, fazer com que o espaço onde o filme se passava parecesse maior, sem haver gastos de construção. Esta técnica continuou a ser usada pelos anos fora, apesar da evolução das tecnologias, e está ainda hoje presente.
James Cameron a usar a “Glass Shot” no filme “Escape to New York”, em 1981
Em 1925, C. Dodge Dunning inventou o “Dunning Process” ou “blue screen”. Este processo consistia em filmar um fundo em cor azul e o actor/acção a amarelo.

De certa forma, primeiramente era filmada a acção num espaço sem fundo. Posteriormente era filmado o fundo pretendido, e com o uso das luzes coloridas, eram ambas as fitas de filme “compactadas” por uma impressora óptica. Esta técnica permitia juntar os actores com fundos onde estivessem, por exemplo, monstros numa selva, como é o caso do primeiro filme a usar este processo, King Kong de 1933.

Para que os actores estivessem coordenados com a acção, o fundo era projectado enquanto actuavam para que as suas reações ao ambiente, fossem mais realistas. Assim reagiriam genuinamente ao que se estava a passar no filme e não teriam de usar a sua imaginação para fingir que estavam em perigo.
O problema com o Dunning Process era que apenas funcionava com filmes a preto e branco. Por isso, em 1940, Larry Butler criou uma nova técnica para filmes a cor no filme “The Thief of Bagdad”.
Butler filmou o sujeito com um fundo a azul. Esta cor foi escolhida porque era a mais diferente da cor da pele humana. Depois, ao selecionar a negativa azul das três negativas da câmara (Vermelha, Verde e Azul), removeu o fundo azul e misturou a fita com outra com um fundo diferente, tal como se de um recorte se tratasse. Isto tudo feito na impressora óptica. Era um processo extremamente complexo e desgastante, pois demorava bastante tempo para alcançar.

Devido à sua complexidade, durante algum tempo foi procurada outra técnica inovadora para os efeitos especiais… Nos anos 50, Peter Vlahos inventou um processo que seria bastante usado nos anos 60 e 70 pela Disney. “Sodium vapor process”, era um processo onde os actores eram iluminados normalmente, em frente a um ecrã branco, iluminado por luzes de vapor de Sódio (são as mesmas que podemos observar nos lampiões que iluminam as ruas).
Usando um prisma específico para o efeito numa camara Technicolor (a mesma que Larry Butler usou), o comprimento de onda da cor do vapor de Sódio foi separado do resto dos comprimentos da luz, e capturado numa fita especial a preto e branco. O resto das cores foram captadas numa fita de filme normal.

Em 1964, o filme “Mary Poppins” demonstrou a capacidade deste processo, ganhando o prémio da Academia para Melhores Efeitos Especiais.

No entanto, apenas um prisma de vapor de Sódio foi criado em todo o Mundo. Sendo este e a respectiva camara pertencentes à Disney, apenas a própria usufruira desta tecnologia.
Apesar do Azul ser a cor predominante da altura, lentamente, o Verde começou a ser mais usado com a vinda da tecnologia digital no fim dos anos 90, tanto nas câmeras, como na pós-produção, era mais fácil o seu manuseamento. Nasceu então o “Green Screen” que hoje conhecemos. As razões para a cor verde eram diversas: O verde requere menos luz para ser iluminado do que o azul, sendo assim mais barato. O verde é mais claro nos aparelhos eléctricos usados na pós-produção. É uma cor que não traz problemas quando se filma ao ar livre pois o azul podia ser igual à cor do céu e gerar dificuldades na manipulação da imagem. Verde é também uma cor menos comum nos guarda-roupas dos actores.
Hoje em dia, o formato digital já substitui quase por inteiro o formato de fita de filme, e por isso, muitos sensores digitais usam o “Bayer Pattern”, que tem o dobro do número de fotões verdes do que vermelhos ou azuis para capturar a luz. Isto faz com que as camaras digitais modernas sejam muito mais sensíveis à parte verde do espectro do que ao resto.
Bayern Pattern
Um exemplo de vários usos diferentes de efeitos especiais podem ser facilmente visualizados no seguinte site: http://www.hindustantimes.com/hollywood/these-insane-before-and-after-vfx-shots-will-blow-your-mind/story-0tvfjYkDV4S20oALfaeKmL.html
Há quem diga que o cinema devia voltar ao que era antes, cinema puro, sem efeitos especiais, mas como pudemos ver, essa “Era” nunca existiu. Sempre na história do cinema os realizadores tentaram melhorar os seus filmes com efeitos especiais. Tudo que interessa é o que está dentro da tela do cinema, nada mais. Porque não usar as ferramentas que nos possibilitam melhorar a experiência que é ver um filme?
Referências:
Breve resumo da história do cinema (continuação)
Em 1903, os cineastas já tinham muitos conhecimentos sobre os planos de imagem.
Edwin S. Porter, um empregado de Thomas Edison, ao refazer “Life of the American Fireman”, reparou que faria mais sentido se as cenas do filme fossem “cortadas” de forma a ficarem em ordem cronológica de acontecimentos (pois antes disto, os filmes eram feitos com planos longos, sem cortes, o que não satisfazia a sensação de continuidade do espectador), criando assim a técnica de edição de filmes.

Em 1914, surge o primeiro filme de animação, “Gertie, the Dinosaur”.
No início dos anos 20, são feitas as primeiras longas-metragens por Charlie Chaplin e Buster Keaton.
Durante a década de 1920 a indústria do cinema expandiu-se, com o início dos estúdios em Hollywood. Exemplos que ainda hoje são grandes colossos do cinema: Paramount Pictures, Warner Brother Pictures, Metro Golden Meyer, 20th Century Fox, Universal Studios e Columbia Pictures.
Em 1927, com “The Jazz Singer”, são ouvidos diálogos e música pela primeira vez de forma clara na história do Cinema. É também neste ano que a Academia das Artes e Ciências Cinematográficas é criada.
Com o aperfeiçoamento da técnica da Technicolor (Coloração dos filmes), vem a primeira longa-metragem animada “A Brance de Neve e os Sete Anões” em 1937.

Dos anos 40 aos anos 60 houve algumas conturbâncias no mundo do Cinema, devido principalmente á Segunda Guerra Mundial e a dificuldades financeiras na indústria cinematográfica. Alguns estúdios terão chegado ao ponto de grandes dívidas financeiras, como o caso de 20th Century Fox com o flop do filme “Cleopatra”.
Em 1975 e 1977, surgiram os primeiros blockbusters (sucessos de bilheteira cinematográficos), “Tubarão” e “Guerra das Estrelas”, respectivamente. Na década de 70, a ida ao Cinema foi progressivamente ficando uma actividade regular na vida quotidiana das pessoas. Foi também nesta década que as cassetes foram criadas, aumentando assim a popularização do Cinema. Toda a gente podia comprar em cassete os filmes que mais gostava para ver no conforto de sua casa.
Foi no filme “Tron”, de 1982 que foi pela primeira vez usada extensivamente a animação feita por computador.
James Cameron ao realizar a sequela “Terminator 2: Judgement Day” apresentou pela primeira vez movimentos realistas de uma personagem inteiramente feita em CGI (Computer-Generated Imagery).

Em 1995, o primeiro filme inteiramente animado por efeitos num computador é feito. “Toy Story” é um sucesso de bilheteira, sendo ainda hoje considerado um dos melhores filmes de animação de sempre.
Em 1997 surge o formato DVD, que oferece aos compradores melhor qualidade de som e vídeo do que as cassetes. Os DVD’s oferecem ainda extras como trailers e comentários.
Com sucessos de bilheteira como “Gladiador”, “Senhor dos Anéis” e “Pearl Harbor” e “À Procura de Nemo”, o novo milénio trouxe consigo uma autêntica revolução no uso dos efeitos especiais em filmes. Eram agora uma técnica do presente e não do futuro.
Com invenções recentes como o disco Blue-ray, o formato IMAX e a tecnologia 3D é difícil prever o que virá a seguir, mas algo nunca mudou no Cinema, e isso será a sua capacidade de nos fazer sentir fora da realidade.

Referências: http://ths1.ttsd.k12.or.us/cs/studentwork08/rebe_hubbweb/intro.html
Efeitos especiais no cinema: História
Efeitos especiais servem para a criação de situações que não podem ser obtidas por meios normais ou por ação ao vivo.
A certa altura da história do cinema, diretores concluíram que obter certas situações nos filmes a partir de meios normais era muito dispendioso e foi então que ainda no inicio do seculo XX apareceram os primeiros efeitos especiais no cinema mais especificamente a fotografia aérea e a impressão ótica e mais tarde com a evolução da computação e da tecnologia vieram os efeitos especiais que conhecemos e que são usados hoje em dia que nos permitem criar situações sem sairmos de um local, permite-nos criar movimento e ação sem que na realidade haja qualquer movimento parecido.
















